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Estabelecimento in vitro de explantes de dois cultivares de mirtilo submetidos a técnicas de assepsia

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Title: Estabelecimento in vitro de explantes de dois cultivares de mirtilo submetidos a técnicas de assepsia
Author: Durigon, Karen Nayara
Abstract: A disponibilidade de mudas de qualidade é um fator que dificulta o cultivo do mirtilo, principalmente devido ao fato de que: i) a propagação por sementes não é difundida pelo tamanho diminuto das sementes e baixos índices germinativos; e ii) na propagação vegetativa por estacas, estas apresentam crescimento inicial lento, baixo índice de sobrevivência e enraizamento. Neste cenário, a propagação in vitro destaca-se por possibilitar, em curto período de tempo, produzir, de forma massal, plantas com características desejáveis, sadias e de alta qualidade. Entretanto, no cultivo in vitro, o estabelecimento dos explantes pode ser prejudicado pela contaminação microbiológica, seja por fungos ou bactérias. A contaminação pode ser desenvolvida por meio das condições endógenas dos explantes, onde há presença de microrganismos, ou pela contaminação laboratorial, através de equipamentos e materiais contaminados. Assim, o objetivo deste trabalho foi propagar dois cultivares de mirtilo (Bluegem e Clímax) de forma vegetativa, por meio da micropropagação, comparando dois tratamentos de assepsia dos explantes: Tratamento 1 (álcool 70%; Hipoclorito de Sódio; água destilada e autoclavada) e Tratamento 2 (álcool 70%; Hipoclorito de Sódio + Tween 20; água destilada e autoclavada). Devido a alta presença de contaminação fúngica em ambos os cultivares, realizou-se também o isolamento dos patógenos em placas de Petri e posterior visualização microscópica. Após 60 dias foram avaliados número de brotos, número de folhas, contaminação microbiológica, oxidação e reatividade. O cultivar Bluegem obteve melhor desempenho em relação à cultivar Clímax, destacando-se com a adição de Tween 20, presente no Tratamento 2, apresentando um maior número de brotos e folhas, maior reatividade e menor taxa de oxidação e contaminação. Também, constatou-se a presença de quatro fungos de origem endógena da planta matriz: Phomopsis/Diaporthe spp., Fusicoccum/Botryosphaeria spp., Rhizopus spp. e Alternaria spp.The availability of high-quality seedlings is a limiting factor for blueberry cultivation, mainly due to the following reasons: (i) propagation by seeds is not widespread because of the small size of the seeds and their low germination rates; and (ii) in vegetative propagation by cuttings, the cuttings exhibit slow initial growth, low survival rate, and poor rooting. In this context, in vitro propagation stands out by enabling the mass production of healthy, high-quality plants with desirable traits in a short period of time. However, in vitro cultivation, explant establishment can be compromised by microbiological contamination, either from fungi or bacteria. Contamination may arise from the endogenous conditions of the explants, where microorganisms are present, or from laboratory contamination through contaminated equipment and materials. Thus, this study aimed to vegetatively propagate two blueberry cultivars through micropropagation, evaluating two explant disinfection treatments: Treatment 1 (70% alcohol; sodium hypochlorite diluted 50% in water; distilled and autoclaved water) and Treatment 2 (70% alcohol; sodium hypochlorite diluted 50% in water + Tween 20; distilled and autoclaved water). After 60 days, the following were evaluated: number of shoots, number of leaves, contamination, oxidation, and reactivity. The results showed that the Bluegem cultivar performed better under Treatment 2, exhibiting a higher number of shoots and leaves, greater reactivity, and lower oxidation and contamination rates. Due to the high presence of fungal contamination in both cultivars, pathogens were also seeded on Petri dishes and later observed under a microscope. The analysis confirmed the presence of four fungi of endogenous origin from the mother plant: Phomopsis/Diaporthe spp., Fusicoccum/Botryosphaeria spp., Rhizopus spp., and Alternaria spp.
URI: https://dspace.ifrs.edu.br/xmlui/handle/123456789/2346
Date: 2025


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