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Abstract:
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A Serra Gaúcha é a região produtora de vinhos mais tradicional do Brasil, sendo também a maior em extensão territorial de vinhedos e em produção de vinhos. As condições climáticas da região, como elevada umidade relativa do ar e chuvas abundantes ao longo do ano, favorecem a ocorrência de doenças fúngicas nos vinhedos, prejudicando especialmente as variedades de ciclo tardio. Tais doenças podem acarretar sérios danos a qualidade das uvas e redução da produtividade. A aplicação de defensivos agrícolas é a forma de controle fitossanitário mais utilizada na região, porém, o uso extensivo de fungicidas pode trazer consigo elevados custos econômicos e ambientais, bem como representar riscos à saúde dos agricultores. Com a crescente discussão a respeito do desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável, novas formas de controle estão sendo consideradas como alternativa ao uso de fungicidas químicos, uma delas é a utilização de variedades de uva híbridas resistentes a doenças fúngicas, obtidas através de melhoramento genético. O objetivo deste trabalho foi avaliar o comportamento de três cepas resistentes (Cabernet Eidos, Sauvignon Kretos e Sauvignon Rytos) na cidade de Santa Tereza, na Serra Gaúcha. Durante a safra de 2021, realizou-se o monitoramento dos seus ciclos vegetativos e necessidade de aplicações de defensivos agrícolas, em comparação com as variedades viníferas tradicionais Prosecco, Merlot e Tannat. As três variedades teste apresentaram ciclos precoces, com colheita realizada em média 30 dias antes das cepas viníferas. Dentre as uvas resistentes, a Sauvignon Kretos se destacou pela sua elevada produtividade. Evidenciou-se resistência ao míldio e tolerância ao oídio nas três cultivares híbridas, bem como uma redução do volume e diversidade de fungicidas utilizados ao longo do ciclo. Houve uma redução média de 56% no número total de tratamentos e de 68,6% no volume de defensivos utilizados, representando uma economia média de R$2.094,07 por hectare, o equivalente a 67% do valor total gasto com fungicidas. Portanto, pode-se comprovar a resistência das cepas híbridas as doenças fúngicas, especialmente ao míldio, e seu potencial para cultivos com manejo de baixa utilização de fungicidas. |