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Foi realizado com base no método da Pesquisa-ação e desenvolveu-se em duas fases, sendo a primeira voltada para a criação de grupo de trabalho – GT do PAT, envolvendo as pesquisadoras e moradores(as) do território pesquisado. Por meio da aplicação de metodologias participativas o GT do PAT definiu o problema de pesquisa, sendo ele, a “dificuldade de agregar grupos comunitários em torno de pautas comuns”. Na segunda fase, foram desenvolvidas ações voltadas ao fortalecimento de laços comunitários e realizadas entrevistas junto a moradores(as) a fim de identificar vínculos de pertencimento, posicionamentos frente a ameaças aos modos de vida presentes ao território e potenciais, ou atuais, aproximações à agroecologia. O território do Beco do Pesqueiro, situado na Macrozona Rural de Itapuã, município de Viamão, vem sendo foco de projetos econômicos de alto impacto socioambiental que o inserem na longa trajetória de hegemonia do modo de exploração predatória e espoliação a que são submetidos os povos latino-americanos, no longo processo de colonização. Este modo de desenvolvimento, que tem sido descrito por autores como Eduardo Galeano e Malcom Ferdinand como tempestades, se abate sobre as comunidades, numa relação de mútua sustentação entre os poderes políticos e econômicos. Ao longo de seu percurso, tal dinâmica se chocou com as múltiplas formas de organização dos diversos povos aqui presentes e suas formas de resistência. Assim, o presente trabalho se propõe a contribuir para o processo produção e afirmação de racionalidades contra-hegemônicas de setores populares, como é o caso da comunidade pesquisada. |
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