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A ampliação do uso de relatórios ESG como instrumento de transparência corporativa tem evidenciado a necessidade de avaliar se esses documentos refletem, de fato, uma transição para modelos de sustentabilidade regenerativa. Este estudo teve como objetivo analisar os relatórios ESG publicados em 2025 (referentes ao exercício de 2024) por empresas com relevância econômica na Serra Gaúcha, à luz dos pilares da Economia Donut e do Deep Design. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza
aplicada, estruturada como estudo de caso múltiplo e baseada em análise
documental. A interpretação das evidências seguiu a técnica de análise documental e temática, e utilizou uma matriz que integrou fundamentos sociais, limites planetários, custos ecossistêmicos e cinco dimensões organizacionais propostas pelo Doughnut Design for Business. Os resultados indicaram maior consolidação das práticas relacionadas aos fundamentos sociais e à governança, enquanto os limites planetários e as finanças sustentáveis apresentam desenvolvimento incipiente. Observou-se que
as empresas estão passando de práticas voltadas apenas à mitigação de impactos para ações iniciais de caráter regenerativo, ainda em estágio parcial. Conclui-se que, embora existam avanços relevantes, permanecem lacunas na integração sistêmica entre impactos socioambientais, estruturas organizacionais e mecanismos financeiros. Sugere-se a ampliação de estudos empíricos e comparativos que aprofundem a avaliação da maturidade regenerativa nas práticas corporativas e auxiliem na evolução de métricas e modelos aplicados ao contexto empresarial brasileiro. |
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