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Abstract:
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A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) busca uma formação humana integral e emancipadora, fundamentada no materialismo histórico-dialético, em que teoria e prática são indissociáveis. As Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) desempenham um papel crucial neste contexto, oferecendo ferramentas para ampliar o acesso e a disseminação do conhecimento, embora seu potencial ainda careça de plena exploração em ambientes educacionais. Esta pesquisa teve como objetivo geral analisar os Espaços Maker do Instituto Federal Catarinense (IFC) como ambientes de produção de conhecimento científico e seu potencial para a formação integral dos estudantes do Ensino Médio Integrado. De natureza aplicada e abordagem qualitativa, os procedimentos metodológicos incluíram pesquisa bibliográfica, documental e de campo, com aplicação de questionários a estudantes e entrevistas com coordenadores dos espaços maker. Os resultados do diagnóstico revelaram que, embora os espaços maker do IFC sejam percebidos como ambientes potentes para o desenvolvimento da autonomia, criatividade e conexão entre teoria e prática, existem lacunas significativas na sistematização do conhecimento: uma parcela expressiva dos discentes não registra as experiências e a maioria não socializa os projetos para além do espaço físico, evidenciando a carência de ferramentas institucionais de compartilhamento. Como intervenção, foi desenvolvido o produto educacional "MakerIFC", uma plataforma web colaborativa destinada à socialização e edição coletiva de projetos, atuando diretamente na resolução do problema diagnosticado pela pesquisa, referente à escassez de registros e à falta de disseminação do conhecimento produzido nesses espaços. A avaliação do produto junto aos coordenadores indicou que a ferramenta é pertinente para integrar a rede de laboratórios e democratizar o acesso aos saberes, sendo avaliada como relevante para fortalecer a colaboração, embora seu sucesso dependa de mediação pedagógica contínua para garantir o engajamento. Conclui-se que a Cultura Maker na EPT contribui efetivamente para a formação omnilateral, mas requer estratégias, como a plataforma proposta, para transcender o fazer técnico e assegurar a apropriação social e científica do conhecimento produzido. |