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Abstract:
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Este artigo aborda as infâncias sob a perspectiva sociológica de Sarmento (2005) e Corsaro (2011) e a visão antropológica de Friedmann (2020), investigando como as crianças dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental percebem a si mesmas como sujeitos ativos no contexto escolar. O estudo explora o papel do brincar na constituição das identidades infantis, destacando-o como um direito essencial e um espaço de construção e resistência nas práticas sociais e educacionais. A metodologia proposta é baseada em grupos focais, nos quais a pesquisadora atua como “ouvideira” de crianças de 8 a 9 anos de idade, que frequentam o 3º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Aurélio Frare, situada no município de Bento Gonçalves, no estado do Rio Grande do Sul. O objetivo da pesquisa foi: conhecer e descrever as narrativas sobre o brincar produzidas por um grupo de cinco crianças do 3° ano da escola lócus da pesquisa e como elas se percebem enquanto sujeitos infantis. A pergunta que orientou a pesquisa foi: onde se situa o brincar no cotidiano das crianças dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental? O estudo buscou descrever as narrativas das crianças sobre o brincar, aprofundando a compreensão de como elas percebem o brincar no contexto escolar e social, bem como as formas pelas quais se reconhecem enquanto crianças. A metodologia utilizada para a produção dos dados da pesquisa foi a realização do grupo focal, organizado em três encontros planejados, para promover um ambiente de reflexão e diálogo com/entre as crianças sobre suas vivências e percepções do brincar no contexto escolar. Os resultados da pesquisa demonstram que, embora o brincar seja essencial nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, as crianças se utilizam das narrativas adultas para defender que brincar não é necessário nessa etapa da Educação Básica. |