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Nesta pesquisa, compartilham-se reflexões sobre a contemporaneidade, marcada pela crescente exposição aos conhecimentos neurocientíficos que influenciam nossas ações, nosso modo de ser e nossa compreensão sobre quem somos. Paralelamente se expandem discursos que apontam a educação do cérebro como solução para os desafios da aprendizagem, muitas vezes acompanhados de promessas e métodos que pretendem dominar o funcionamento cerebral e, por consequência, a forma como aprendemos. A pesquisa busca responder a seguinte pergunta: como o conceito de Neurociência é descrito e mobilizado na etapa da Educação Infantil em pesquisas acadêmicas brasileiras publicadas no repositório do Catálogo de Teses e Dissertações (CAPES) no período de 2019 a 2024? A partir da pergunta, objetiva-se: analisar e descrever como o conceito de Neurociência tem sido descrito e mobilizado na etapa da Educação Infantil em pesquisas acadêmicas brasileiras publicadas no repositório do Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES entre os anos de 2019 e 2024, identificando temas recorrentes, abordagens teóricas e metodológicas e as principais tendências e contribuições desses estudos para a área educacional. O referencial teórico baseia-se em autores como Ortega (2007), Morin (2005), Arendt (2007), Guerra (2011), Foucault (2008), Herculano-Houzel (2017) e Mainardes (2018). A metodologia adotada é a metapesquisa, com análise crítica de resumos organizados em duas categorias: Neurociência na etapa Educação Infantil e Neurociência e Formação de Professores/as da etapa Educação Infantil. Os resultados revelam um discurso recorrente sobre as contribuições da Neurociência para a compreensão dos processos de ensino e aprendizagem. Em relação à formação docente, evidenciam- se fragilidades no conhecimento neurocientífico, já que esse conteúdo ainda não está presente de forma aprofundada nos currículos. É necessário refletir criticamente sobre essa aproximação entre Neurociência e Educação, pois a educação é um fenômeno |
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