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Este trabalho investiga a eficácia de um conjunto de atividades e materiais didáticos inclusivos voltados ao ensino de Biologia no Ensino Médio, com foco em superar as barreiras de aprendizagem enfrentadas por alunos cegos ou com baixa visão. A pesquisa justifica-se pela necessidade de promover a equidade educacional e a inclusão efetiva, conforme preconizado pela legislação brasileira, mitigando o "visuocentrismo" e a excessiva dependência de recursos puramente visuais que historicamente marginalizam esses estudantes. A metodologia adotada consistiu em uma pesquisa qualitativa de cunho bibliográfico e exploratório, fundamentada na análise de literatura especializada e no mapeamento de práticas pedagógicas inclusivas. O estudo identificou os desafios metodológicos da área e os conceitos biológicos que representam maiores dificuldades de compreensão para alunos com deficiência visual, com destaque para o Metabolismo Energético (73,8%), a Genética (66,7%) e a Citologia (59,5%), temas marcados por alto grau de abstração e natureza microscópica. Os resultados indicam que o uso diversificado de Tecnologias Assistivas — abrangendo desde a impressão 3D e modelos táteis em biscuit ou materiais de baixo custo até recursos audiovisuais com audiodescrição e simulações acessíveis — permite a materialização de estruturas e processos invisíveis a olho nu. Essas ferramentas facilitam a construção da "imagem tátil" e a apropriação do conhecimento científico através de canais sensoriais alternativos. Conclui-se que a implementação de uma didática multissensorial, fundamentada nos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), é essencial para garantir a participação plena e o êxito escolar. Tais práticas não apenas favorecem o aluno com deficiência, mas potencializam o engajamento e a compreensão de toda a turma vidente ao reduzir a abstração e tornar o aprendizado mais concreto e dinâmico. |
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