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Abstract:
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A utilização de resíduos agroindustriais como possíveis biossorventes surge da
necessidade de encontrar materiais de baixo custo e abundantes, que possam
substituir adsorventes convencionais com alto valor agregado, como o carvão ativado,
e ainda gerar o reaproveitamento de um possível resíduo. O tratamento de efluentes
contendo corantes já foi estudado utilizando, entre outros, palha de trigo, casca de
arroz e folhas de oliveira, apresentando resultados interessantes. O Brasil é um forte
produtor agrícola, sendo o Rio Grande do Sul o responsável pela maior produtividade
de arroz em território nacional, o que resulta em uma grande quantidade de resíduos
gerados. Desta forma, o presente trabalho tem por objetivo a avaliação da cinza
residual da queima de casca de arroz, em forno de grelha para geração de energia,
como possível material adsorvente na remoção de corante violeta cristal em meio
aquoso. Este estudo buscou as condições otimizadas de tempo de contato e
temperatura, onde foi utilizado a metodologia de planejamento composto central
rotacional e também, a isoterma que melhor representa o processo, para o qual os
dados foram ajustados aos modelos linear, de Langmuir e de Freundlich, em duas
condições, filtração imediata e decantação por 48 h. A partir dos ensaios, obteve-se
as superfícies de resposta, que resultaram nas condições 20 °C e 15 min como as
mais favoráveis para a reação. O equilíbrio de adsorção foi melhor representado pelo
modelo de isoterma de Freundlich, onde foi obtido coeficiente de determinação (R2)
de 0,9130 e 0,9314 para a solução filtrada e decantada, respectivamente. Em teste
final, realizado nas condições otimizadas encontradas e mantido sob decantação por
168 h, atingiu-se percentual de remoção de 85,23%, utilizando 1,8 e 2,0 g de
adsorvente, indicando que a dosagem de CCA não influência na remoção do corante.
Assim, conclui-se que a cinza de casca de arroz possui potencial efetivo de aplicação
como biossorvente de baixo custo para remoção de corante violeta cristal, não sendo
necessário tratamento prévio de ativação para atingir percentuais atraentes de
remoção, além de possibilitar a agregação de valor a um resíduo, utilizando-o como
nova matéria-prima. |